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    Americanas despontam como favoritas na Concacaf

    Os anfitriões Estados Unidos entram no Campeonato Feminino da Concacaf como os destacados favoritos para levantar a taça e disputar a Copa do Mundo Feminina da FIFA pela sétima vez consecutiva. O torneio envolve oito seleções e será a primeira grande competição da técnica Jill Ellis no comando do selecionado, que lidera o ranking mundial feminino há cinco anos.

    "Estamos começando a entender a filosofia da nossa treinadora", afirmou a experiente zagueira e capitã norte-americana Christie Rampone ao FIFA.com. Ellis, nascida na Inglaterra, passou cinco meses martelando a respeito da importância de tornar a equipe ainda mais ofensiva. "Cada jogo que disputamos juntas traz uma nova lição, novas coisas para aprender. Precisamos ter paciência e não podemos dar a classificação como ganha antes da hora."

    As palavras de Rampone soam como um alerta às suas colegas de seleção. Apesar do reconhecido poderio, os Estados Unidos passaram trabalho nas últimas eliminatórias para a Copa do Mundo. Perderam do México na semifinal do Campeonato da Concacaf em 2010 e tiveram de disputar uma repescagem contra a Itália para chegarem à Alemanha 2011. O Canadá, campeão continental em 2010, não participará do torneio desta vez, pois já está classificado automaticamente como anfitrião do Mundial.

    Apesar da grande concentração em cumprir o objetivo, Rampone e as americanas também possuem uma meta de longo prazo. "Queremos ganhar a Copa do Mundo de novo", diz a capitã, que está chegando ao 300º jogo pela seleção. Ela é remanescente da equipe que ganhou o Mundial para os EUA pela última vez, em 1999.

    A atual seleção americana tem alguns dos maiores talentos do mundo no futebol feminino, entre elas a atacante Abby Wambach, Jogadora do Ano da FIFA em 2012, e a sua parceira de ataque Alex Morgan, que chega a ser comparada com a lendária Mia Hamm pela grande habilidade e rapidez para concluir. Elas abrem a sua participação contra Trinidad e Tobago, equipe que chegou aos Estados Unidos sem os recursos financeiros apropriados, o que forçou o técnico Randy Waldrum a pedir ajuda pelo Twitter. 

    Os Estados Unidos são claros favoritos a chegarem ao menos entre os três primeiros, apesar de alguns problemas internos, entre eles a polêmica convocação da goleira Hope Solo, que está enfrentando várias acusações de violência doméstica. Porém, como há três vagas em disputa, as seleções menos cotadas também sonham em chegar ao Mundial. O formato da Copa do Mundo Feminina se expandiu de 16 para 24 participantes, o que torna a participação no torneio um pouco mais fácil para os países da América do Norte, América Central e Caribe. O México é um dos que entram para brigar por vaga, e nem a recente derrota de 8 a 0 para as rivais americanas parece abalar a confiança.  

    Discrepâncias no Grupo A
    Os Estados Unidos enfrentarão Haiti, Trinidad e Tobago e Guatemala no Grupo A da competição. Nenhum de seus adversários de grupo sequer chegou algum dia a disputar uma Copa do Mundo Feminina. Já as comandadas de Ellis têm larga experiência em Mundiais. No último, na Alemanha 2011, foram vice-campeãs, perdendo a decisão para o Japão. 

    Costa Rica e México são os favoritos no Grupo B. As mexicanas disputaram a última Copa do Mundo Feminina, enquanto as costa-riquenhas ainda lutam para chegar ao maior torneio do planeta pela primeira vez. Embora nunca tenha chegado lá, a Costa Rica melhorou as suas categorias de base. O país sediou a Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA no começo deste ano e está determinado a manter a grande fase iniciada pela seleção masculina, que chegou às quartas de final da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. "Muitas de nós jogamos juntas há anos, conhecemos o futebol umas das outras, e isso é um grande ponto positivo a nosso favor", avalia Raquel Rodríguez, estrela da Costa Rica, em entrevista ao FIFA.com. "Com a química que temos, podemos superar os obstáculos."

    As zebras caribenhas Martinica e Jamaica completam o Grupo B. O torneio ocorrerá de 15 a 26 de outubro, nas cidades de Chicago, Kansas City, Filadélfia e Washington. As duas seleções finalistas e a terceira colocada se classificam para o Canadá 2015. Quem chegar na quarta posição disputará um play-off contra uma seleção sul-americana por uma vaga no Mundial.

    Fifa.com

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