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    Campeã cearense pelo Caucaia como jogadora, atual diretora de futebol feminino festeja vaga inédita na 2ª fase do Brasileiro Feminino

     (Foto: Reprodução/ Facebook/Tcheska Hanson)
    É comum encontrar jogadores que iniciam um novo ciclo no futebol após encerrarem a carreira. Algo natural, se analisarmos que o caminho como boleiro estreia ainda na infância chutando de maneira inocente uma bola "dente de leite", mas que possui prazo de validade. Carreiras sem maiores problemas, seja disciplina ou contusões, costumam chegar no máximo aos 39 ou 40 anos. Em situações contrárias, costumam ser encerradas de maneira precoce, muitas vezes gerando frustração.1


    No Ceará, no futebol feminino do Caucaia, equipe cinco vezes campeã cearense, a ex-jogadora Tcheska Hanson, traçou esse caminho do campo para as cadeiras da diretoria. Ela defendeu o Caucaia entre os anos de 2008 e 2012, alcançando quatro títulos cearenses e um vice campeonato.

    Atualmente é diretora de futebol feminino do Tricolor Metropolitano e já foi até treinadora da equipe. Mas garante ser mais prático "comandar" fora das quatro linhas.

     - Estar lidando diretamente com as meninas à beira do campo é uma pressão absurda. Acho mais fácil ser diretora e ficar nessa parte administrativa do clube, além do mais, não levo muito jeito para ser técnica de futebol - confessou Tcheska Hanson.

    O NOVO CICLO EXTRA CAMPO

    Uma vida inteira dedicada ao esporte, agregando experiência, conhecimento, dentro e fora dos gramados. Então, seguir uma nova carreira extra campo é encarado de forma clara, normalmente como treinadores, aplicando tudo aquilo que viveram dentro de campo, principalmente se ao longo da carrreira o atleta foi capitão, exercendo sua liderança.
    E nessa trilha, após encerrar a carreira, Francisca Maria do Nascimento Pinto, de 31 anos, assumiu o comando da diretoria de futebol da equipe feminina do Juventus (atual campeão cearense), no Ceará, em 2013. Levando ao vice-campeonato, perdendo justamente na final para o Caucaia. O resultado gerou reconhecimento do presidente do Eudes "Caucaia", que convidou Tcheska para integrar o setor administrativo do clube.

    - Foi um resultado que gerou reconhecimento por parte do Eudes (presidente do Caucaia). Então, ele me convidou para voltar onde realmente era minha casa. No início, acabei "tapando" o vazio de treinadora. Fiquei durante a Copa do Brasil, mas confesso que não é muito a minha área, gosto mais de observar, ser olheira de jogadora, acho mais prático - confessa Tcheska.

    Este ano chegou a ser técnica na Copa do Brasil, sendo eliminada para equipe do Tuna Luso-PA. Então, acabou efetivada como diretora do clube.

    Mas ela segue a mesma, carinhosamente apelidada na adolescência de "Tcheska Hanson". O novo batismo foi adquirido quando jogava futebol aos 14 anos. O primeiro nome veio da abreviação de Francisca. Já o segundo, foi pelo fato de Tcheska ser muito fã da banda de rock americana "Hanson".


    METAS E RECONHECIMENTO

    Entre os oitenta clubes femininos brasileiros, o Caucaia ocupa a 10ª posição no ranking da CBF. No Campeonato Brasileiro Feminino 2014, passou pela primeira vez para a segunda fase da competição e tem chances de chegar às semifinais da competição.

     - O intuito é buscar uma semifinal. Temos bons jogos em casa onde podemos conquistar a pontuação necessária para alcançar. Passado isso, vem o próximo passo, a final, que seria algo muito bom para coroar o trabalho que estamos realizando no Caucaia - pontuou Tcheska.

    Mas alguns desses projetos são apenas o início de uma caminhada e trajetória para o crescimento do futebol feminino no Estado. Foi na Raposa Metropolitana que Gabi "Neymar" surgiu para o Brasil, sendo convocada inclusive para Seleção Brasileira. A promessa, é seguir o passo que alcançou Gabi, em conquistar novas convocações para equipe cearense.

     - Chegar onde estamos é feito pelo nosso esforço diário pelo futebol feminino. Mas a grande satisfação e o sentimento de dever cumprido seria em conquistar novas convocações para o time do Caucaia. Aí sim, poderíamos pensar no futuro que viria pela frente, sempre querendo crescer e conquistar - explicou, com otimismo.

    Para realizar um trabalho de metas é preciso o aval de confiança e apoio total para que tudo seja desempenhado e construído da melhor forma possível.

    -  Nós temos total confiança no trabalho dela. Fazemos isso em conjunto, sempre escutamos e apoiamos o que ela tem para oferecer ao Caucaia. Ela já é de casa. Então, tem carta branca para trazer jogadoras e continuar fazendo esse ótimo trabalho - declarou o presidente do clube, Eudes "Caucaia".

    Via: G1
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