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    Jogadoras do Iranduba-AM vivem sina de conciliar futebol com a vida pessoal

    Lyndyara, Lú e Hilary seguem sina de conciliar família com o futebol (Foto: Adeilson Albuquerque)
    Quem trabalha Deus ajuda. Este ditado popular é aplicado em diversas profissões, e com diferentes profissionais. O futebol não foge à risca deste princípio. E de forma mais peculiar, o provérbio pode descrever muito bem a trajetória de três mulheres que 'deixaram tudo' em busca de um sonho que muitas almejam: se tornar 'craque de bola', e reconhecimento nacional. 

    Lyndyara Mota, de 26 anos, Luciane de Moraes, de 28, e Hilery Ferreira Cardoso, de 20, além do amor pela 'redondinha', são jogadoras do time feminino do Iranbuba da Amazônia, que disputa o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. A primeira é volante, a segunda é atacante e a terceira é lateral. Outro ponto que as une é a relação que cada uma tem com seus compromissos sociais  e familiares.

    Lyndyara, por exemplo, é mãe de dois filhos, o Felipe, de 8 anos, e o Huann, de 11. E tem que  se habituar com a distância pesa consideravelmente, pois ela é natural de Boa Vista, em Roraima, e atualmente tem que morar em Manaus, devido ao Campeonato Brasileiro da modalidade. Segundo ela, mesmo com as contrariedades, o desejo de alcançar sua meta lhe dar forças para seguir diante.
    - Sinto muita saudade dos meus filhos, sim, já que eles e meu esposo, o Romero, estão longe de mim. Porém, eu venho batalhando por esta oportunidade há uns 14 anos, e não quero deixar que ela desapareça. Além do mais, tenho apoio de todos os meus familiares que estão em Boa Vista. Eu estou muito contente aqui no Iranduba, porque durante os três anos que estou aqui sempre tive apoio de todos. E quando eu tenho uma vaguinha sempre estou ligando para a minha família, apenas para matar a saudade - ressaltou a atleta revelada pelo time roraimense do São Raimundo.

    Quase na mesma conjuntura está Luciane, ou como é chamada pelas colegas do Verdão, a Lu. A filha do município de Manacapuru (cidade a 84 quilômetros de Manaus) também é mamãe, só que de quatro filhos: Juliana, de 2 anos, Jean, de 7, Luna, de 9, e Luana, de 12. Ela joga futebol desde quando tinha a idade da última filha. Entretanto, a chance de ouro se deu apenas neste ano com o Iranduba, e já em uma disputa nacional. O que, para ela, é motivo de felicidade e motivação para seguir carreira até mesmo fora do Amazonas.

    - Eu sempre joguei futebol em times de base lá em Manacapuru. Porém, jamais tive um espaço tão memorável como o que estou tendo no meu primeiro ano aqui no Iranduba, onde cheguei logo participando do Brasileiro Feminino. Então, isso me motiva nunca desistir, mesmo sabendo que não é fácil ser jogadora de futebol no Brasil. Da minha família, dos meus filhinhos sinto muita falta. Mas, todos os dias antes ou depois dos treinos ou dos jogos eu pego o celular e ligo somente para tirar um pouco da saudade. E, na medida do possível, todo o fim de semana estou indo até eles, já que Manacapuru não fica tão distante de Manaus - frisou, com os olhos lacrimejados.

    Por fim, a sina em conciliar a vida pessoal, profissional com os gramados é vivida por Hilery, a mais nova do trio irandubense. O cenário para ela destoa das demais pelo fato de ela não ser mãe. Todavia, paralelamente, busca qualificar-se com a faculdade de educação física, onde já está no sexto período, num total de oito. A menina conta que mesmo chegando a conclusão do curso, em 2015, jamais deixará de seguir a bola, que apareceu em sua vida há 10 anos, quando iniciou nas quadras de futsal.

    - Eu fui revelada pelo São Raimundo de futebol de salão. Há 3 anos eu comecei a desenvolver uma melhor aptidão jogando pelo Iranduba, no campo. E não é fácil conciliar minha faculdade com os treinos, pois o cansaço muitas vezes tenta me superar. Eu saio da universidade ao meio dia e à tarde já tenho que treinar, não é mole, não. É fatigante, às vezes. Mesmo assim, não penso em desistir nunca. Vou continuar seguindo e, quem sabe, chegar a um grande time futuramente - arrematou.

    Lyndyara, Luciane e Hilery são peças fundamentais no esquema tático do técnico Olavo Dantas no Campeonato Brasileiro Feminino. Nesta quinta, o grupo amazonense trabalhou no estádio Carlos Zamith, na Zona Leste da capital amazonense, com a finalidade de aperfeiçoar as jogadas para encarar o Viana-MA, no sábado, fora do Amazonas.

    Via G1
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