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    Perspectivas e dificuldades do futsal feminino




    PERSPECTIVAS E DIFICULDADES DO FUTSAL FEMININO. 

     Prof. Juliane Ferreira de Sousa.

    Prof. Dr. Rogerio Silva de Melo.                          

    PERSPECTIVAS E DIFICULDADES DO FUTSAL FEMININO.



     Trabalho de Conclusão de curso apresentado ao Curso de Educação Física como requisito para obtenção do grau de Bacharelado.


                        DEDICATÓRIA 

     Dedico este trabalho a todas as pessoas que acreditaram em mim e estiveram ao meu lado nesses anos de trajetória e que contribuíram para a minha formação. 

           AGRADECIMENTOS 

     Agradeço à  Deus por estar presente em todos os momentos da minha vida, aos meus pais por sempre me apoiar. Aos meus amigos de turma e professores do Curso de Graduação de Educação Física que sempre foram muito queridos comigo. Ao meu amigo e orientador, Prof. Dr. Rogério Melo, pela seriedade, competência e organização com que tratou minha pesquisa e por acreditar em mim. 


    ÍNDICE 

    CAPÍTULO I 

    1 - INTRODUÇÃO 

    1.1 – Problema

    1.2. – Objetivo da Pesquisa

    1.2.1 – Objetivo geral

    1.2.2 – Objetivo Específico

    1.3 – Justificativa

    1.4 – Questões de Estudo



    CAPÍTULO II



    2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

    2.1 – O futsal e sua origem

    2.2 – As perspectivas e dificuldades que o Futsal feminino enfrenta

    2.3 – Atual situação do Futsal feminino no Brasil

    2.4 – Vantagens e desvantagens encontradas no futsal feminino



    CAPÍTULO III



    3 – Metodologia 

    3.1 – Tipo de pesquisa

    3.2 – População e amostra

    3.3 – Instrumento de coleta de dados



    CAPÍTULO IV



    4 – Apresentação dos Resultados



    CONCLUSÃO



    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


     Resumo


    Esta pesquisa teve como objetivos conhecer o perfil das jogadoras de futsal feminino do clube River e discutir possíveis perspectivas e dificuldades que as mesmas enfrentam diante deste esporte. Aplicou-se um questionário com 10 (dez) perguntas para 10 (dez) jogadoras que fazem treinos três vezes por semana. Obtiveram-se os seguintes resultados: a média de idade das jogadoras foi entre 15 e 19 anos, 100% das entrevistadas não recebem nenhuma ajuda por parte dos clubes, a maioria dela sofrem ou já sofreram algum tipo de preconceito. Concluiu-se também que apesar de todos os  preconceitos sofridos elas insistem em jogar um futsal com destreza motora e de arte tão bem quando o futsal masculino. Isso tudo porque as mesmas desejam ser profissionais para que assim se possa ter uma carreira e um futuro melhor para elas, e o que ás incentiva para este esporte é somente a paixão e a vontade de jogar.  



    CAPITULO I



    1 - Introdução



    Esta pesquisa pretende mostrar as perspectivas das mulheres praticantes do futsal feminino no Brasil e as dificuldades que as mesmas enfrentam diante deste conceituado esporte.

    A hegemonia esportiva encontrada no futsal feminino foi alcançada num processo gradativo a partir da incorporação do futebol de campo e de praia. Seu desenvolvimento se deu na década de 40 por freqüentadores da Associação Cristã de Moços, em São Paulo, e a proibição do esporte para as mulheres só foi revogada em 1979 com um novo decreto. Deste modo as meninas passaram a procurar escolas que ensinavam a jogar futsal.  

    Segundo Melo e Melo, (2007, p.11). Até alguns anos atrás, a especulação imobiliária não afetava a iniciação e a prática do “pai” do futsal, o futebol. Havia vários espaços onde era praticado este esporte, porém, hoje não encontramos as mesmas facilidades de espaços para que a criança desenvolva suas habilidades nos campos gramados, o que já não ocorre com o futsal: os espaços são facilmente encontrados, as crianças têm oportunidade de desenvolver suas potencialidades de maneira mais ativa, favorecendo o aparecimento de grandes jogadores.

    Desde os primórdios a prática do futsal feminino era sugerida como nociva á saúde, como também as primeiras praticantes eram marginalizadas aos olhos sociais, ou seja, filhas de boa família não devem se misturar com jogadores de futsal. Neste contexto de reclusão social destacam-se também as recomendações de ordem médica, que desaconselhavam às mulheres á prática de esportes de esforços intensos e de contato violento. Contudo, com a evolução da sociedade, a mulher passa a usufruir do futsal criando uma nova cultura com arte e charme feminino no mundo esportivo.

    Desde a sua criação, o futsal também enfrenta muitas dificuldades como preconceito, falta de patrocínio, de clubes e times, de verbas, interesse por parte da mídia, falta de campeonatos e sofre também com o descaso das federações e confederações pela modalidade. Infelizmente isso parece ser uma questão cultural.

    Entende-se ainda que este esporte no Brasil atualmente exista organizado uns 200 clube espalhados de futsal feminino. Porém as atletas apesar de jogarem como profissionais, e disputarem campeonatos pequenos e fechados nenhuma são federada. Neste contexto de nítida deficiência o trajeto histórico do futsal feminino brasileiro depende dos mesmos fatores que levaram ao destaque o futsal masculino: Investimentos, interesse e incentivo por parte das autoridades.

    Sobre suas perspectivas as jogadoras esperam um futsal mais sólido, conquistando assim mais espaço e força no país. As mesmas desejam ver arquibancadas lotadas, menos estresse emocional por parte das delas, comprometimento com a modalidade e relatam que a vontade de jogar e o amor pelo esporte são mais fortes que qualquer tipo de pressão ou discriminação.    



    1.1 - Problemas
        

                 Quais as perspectivas e dificuldades enfrentadas pelas atletas de Futsal feminino do Clube River ?





    1.2 - Objetivos



    1.2.1 - Geral



                 O objetivo desta pesquisa é identificar e analisar as perspectivas e dificuldades das atleta de Futsal feminino do clube River, um estudo de caso.



    1.2.2 - Específico



             Estudar as perspectivas e dificuldades deste esporte para atletas de Futsal do sexo feminino para verificação da eficiência positiva por parte dos clubes.



    1.3 - Justificativa



                A intenção de pesquisar sobre esse tema foi perceber que mesmo com as dificuldades existentes as jogadoras insistem em querer jogar pelo simples fato de ter amor ao esporte. Muitas não têm apoio da família e se sujeitam a morar em outros estados para que elas possam ganhar cada vez mais espaço e respeito nesta modalidade.

    Fato mais interessante ainda é que mesmo com todas essas dificuldades, essas jogadoras indicam o esporte para outras meninas que querem ser atletas, pois elas dizem com otimismo que a presença das mulheres no Futsal está sofrendo avanços.





    1.4 - Questões de Estudo



    O Futsal e sua origem;

    As perspectivas e dificuldades que o Futsal feminino enfrenta;

    Atual situação do Futsal feminino no Brasil;

    Vantagens e desvantagens encontradas no futsal feminino. 



    CAPITULO II



    2 - Fundamentação teórica



    2.1 - O Futsal e sua origem

    A origem do futsal possui duas versões sobre seu surgimento, como em outros esportes, há divergências quanto a sua invenção. Há uma versão que diz que o futebol de salão começou a ser jogado no Brasil por volta de 1940 por freqüentadores da Associação Cristã de Moços, em São Paulo, pois havia uma grande dificuldade em encontrar campos de futebol livres para poderem jogar e então começaram a jogar suas “peladas” nas quadras de basquetes e hóquei. Jogavam no início com cinco, seis ou sete jogadores em cada equipe. Iniciando-se assim o futebol de salão.     

                Outra versão diz que o futsal surgiu na década de 30, na Associação Cristã de Moços de Montevidéu no Uruguai, pelo professor Juan Carlos Ceriani, que Chamou este novo esporte de Indoor-Foot-ball. Porém a mais aceita é a segunda sendo no Uruguai onde a ACM, entidade que tem uma importante participação no surgimento de modalidades esportivas como o basquetebol, voleibol e outras modalidades. (MELO e MELO, 2007)

                Mesmo com tantas definições percebemos que este esporte conceituado arrasta milhões de adeptos pelo mundo. Embora se possa dizer que o futsal quebrou dogmas e deste modo os preconceitos existentes nas eras anteriores e deram liberdade a um esporte mais sólido. (TEIXEIRA JR., 2006)

                Apesar de não termos registros da origem do futsal feminino, segundo Santana e Reis (2007, p. 2) “[...], o futebol de salão feminino foi autorizado pela Federação Internacional de Futebol de salão (FIFUSA) em 23 de abril de 1983”. O que, desde então provocou uma significativa evolução, pois em âmbito nacional, além da tradicional Taça Brasil de Clubes, que em 2003 completou a XII Edição formou-se pela primeira vez uma seleção Brasileira do gênero-mais precisamente em 07 de dezembro/2001, quando em um jogo amistoso com o Paraguai, em Londrina, promoveu-se, em 2002.



    2.2 - As perspectivas e dificuldades que o Futsal feminino enfrenta



                A mulher transformou e criou uma nova cultura no mundo do Futsal, o que atualmente, proporciona muitas perspectivas as meninas que praticam este esporte, visando um futuro melhor.

    Contudo, a história aponta que há muitos anos atrás foi muito difícil à aceitação dessa prática por parte das mulheres, e que estas enfrentaram grandes dogmas tanto da alta elite quanto da classe baixa, pois se acreditava que a prática deste esporte por parte das mulheres afetava sua sexualidade e principalmente que elas não sabiam jogar de forma artística. Mesmo com suas diferenças fisiológicas em relação ao homem, hoje se sabe que a mulher tem mais resistência a lesões do que os homens, por causa da sua estrutura (SIMÕES, 2003).

    Para tanto as relações com os praticantes masculinos eram estabelecidas de forma tensa, pois as meninas apresentavam comportamentos repudiados pela elite, comportamentos marginalizados, como se não bastasse o fato de serem “pobres” eram, antes disso mulheres. Por isso os atos grosseiros que apresentavam como o de cuspir no chão dar ponta pés, brigar, tanto do ponto de vista social como político. Até mesmo pelas pessoas da mesma classe as atletas eram desqualificadas, vistas como marginais pertencentes a um mundo perigoso. Logo também foram aditivadas de (machorras, paraíbas) etc. Mas é importante ressaltar que só agiam dessa forma para se sentirem aceitas dentro deste esporte (BRUHNS, 2000).

                As mulheres atletas do futsal não enfrentam somente dificuldades como o preconceito de classe, mas também as dificuldades de serem federadas, de possuírem campeonatos regionais e nacionais. A falta de ajuda por parte dos clubes é uns dos principais fatores que prejudicam o avanço do esporte, pois sabemos que na maioria das vezes não recebem ajuda nenhuma nem mesmo como alimentação, transporte etc.

                Souto (2000) relata que a falta de apoio prejudica o Crescimento e desenvolvimento. Em desenvolvimento porque não há treinamento e uma dedicação adequada (precisa-se viver só de futsal para se ter uma melhor dedicação e isso não acontece com o futsal feminino por causa da falta de patrocínio).

                A mídia, por exemplo, tem um pouco de culpa na situação, pois uma vez que não tem dado importância a atleta feminina tanto quanto o masculino, e quando abre uma exceção, acaba enfocando a beleza da mulher, o “corpo”, a questão da sexualidade, e não o esporte em si.

                 Segundo Bruhns, (2000), enquanto a mentalidade da sociedade não mudar, as mulheres sempre terão dificuldade em conquistar seu espaço. “não é a identidade feminina que requer reconhecimento, mas sim a condição das mulheres como parceiras plenas na interação social

                Mesmo com tantas dificuldades e preconceitos dizem jogar pelo simples fato de amar o esporte. E que esperam ser reconhecidas e valorizadas por parte das autoridades que tratam desta situação com descaso.

                Quem nos garante que se não houvesse uma história de exclusão no esporte, hoje em dia não seria o futsal um esporte leve que seria praticado melhor por mulheres já que elas não são tão violentas quanto os homens. (SOUTO, 2000).



    2.3 - Atual situação do Futsal feminino no Brasil



             Hoje o futsal é uma realidade que movimente milhões, com essa evolução da seleção principal masculina, a qual vive seu melhor momento na história de acordo com a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS), passou-se a ter a possibilidade de expandir o futsal para torná-lo olímpico, porém, para isto é necessário que ele seja praticado pelos gêneros masculino e feminino. (SANTANA E REIS, 2007).

                Hoje ainda não é possível afirmar que as dificuldades daquela época foram vencidas, considerando que a sociedade ainda discrimina a mulher mesmo que a mulher esteja mostrando seu interesse pela prática. (BRUHNS, 2000). A profissionalização no Brasil é acentuadamente difícil, visto que não há nenhuma entidade forte que organize o futsal feminino e também não há investimento público nem privado que possa dar um valor maior para este esporte.

                O investimento do futsal feminino é a tendência de todas as Federações internacionais a partir de agora. Como a modalidade luta para fazer parte do programa olímpico, o fortalecimento da categoria é primordial (LIGA FUTSAL, 2006). A realidade do futsal feminino no Brasil ver-se-á novas estruturas de trabalho, desde a contratação de profissionais da área, um treinador capacitado, preparadores físicos treinadores de goleiras, fisiologistas, médicos, tudo isso porque as competições estavam exigindo cada vez mais deste suporte, para que as equipes conseguissem resultado positivo nas competições, e não mais uma mera participação de seu clube ou de seu estado. (TORRES, 2006).

                No Brasil a presença feminina dentro das quatro linhas ainda busca a sua afirmação, assim como fora das quadras à mulher também procura seu espaço como treinadoras,preparadoras física, e outras atividades ligadas ao futsal feminino. Em registros sabe-se que na associação Sabesp e da Seleção Paulista de futsal feminino a técnica é uma mulher, abrindo assim um leque de oportunidades dentro do esporte feminino.     

                Entre preconceitos, dúvidas e credibilidade, o futsal feminino no Brasil conseguiu vencer barreiras importantes na sociedade, e hoje cada vez mais praticantes estão a procura de escolinhas de futsal e de clubes para jogar, e mais, algumas equipes que disputam a Liga Nacional de futsal as atletas além de salários, alojamentos, alimentação que é um fator primordial hoje em dia. (TORRES, 2006).     

    Enfim, em se tratando de um país como o Brasil, onde o futsal iscursivamente incorporado à identidade nacional torna-se necessário pensar, o quanto este ainda é, para as mulheres, um espaço não apenas a conquistar, mas, sobretudo, a ressignificar alguns dos sentidos que a ele estão incorporados de forma a afirmar que esse espaço é também seu. Um espaço de sociabilidade e de exercício de liberdades.



    2.4 - Vantagens e desvantagens encontradas no futsal feminino



    A atividade física é uma aliada imprescindível para alcançar uma boa forma física e sua prática deve ser desenvolvida de uma forma prazerosa e contínua ao longo de toda vida. “Atividade Física é definida como qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulte em gasto energético maior que os níveis de repouso” (DARIDO, 2005, p. 12).

    Com o futsal não é diferente, sabe-se com esta atividade física trás inúmeros benefícios para a saúde feminina, melhorando assim não só na aparência física como também combate o estresse mental. (OLIVEIRA, 1998), relaciona alguns aspectos importantes do jogo como: colabora no equilíbrio, melhora as faculdades de maneira geral, desenvolve a imaginação, melhora seu espírito de superação, abre novos caminhos em seu mundo social, ajuda no desenvolvimento dos sentidos.  

    O perfil motor das jogadoras de futsal é caracterizado pela realização de inúmeras ações motoras rápidas, com e sem a posse de bola. As atividades funcionais incluem aceleração, desaceleração, saltos, giros, viradas, chutes, e, devido a essas características do jogo, pode ser esperado um número vasto de benefícios para sua saúde, porém se feito de forma irregular pode provocar muitas lesões em suas praticantes.

    O treinamento intenso e repetitivo de uma modalidade esportiva proporciona a hipertrofia muscular e a diminuição da flexibilidade, causando desequilíbrio entre a musculatura agonista e antagonista, favorecendo a instalação de alterações posturais. Alem disso, o excesso de treinamento pode causar lesões decorrentes do super uso, como micro traumas devidos ao atrito continuo entre duas ou mais estruturas, e levar a quadros de condromalácia, tendinites, bursites, lombalgias e até fraturas. Por isso avaliação postural é bastante usada para prevenir e futuramente corrigir possíveis alterações posturais existentes.

    Para que se tenha saúde, um bom desempenho músculo-articular e ainda uma melhor eficiência nos exercícios, é necessário que o indivíduo tenha um bom equilíbrio postural, que desempenhe o exercício de forma correta e sem exageros. É necessário que se tenha uma alimentação saudável e equilibrada e o descanso é fundamental.


     Capítulo III



    3 - Metodologia



    3.1 - Tipo de pesquisa



               Este estudo apresenta-se como descritivo exploratório. De acordo com (NAVARRO, 1995), o estudo exploratório cria familiaridade com os temas que provoquem estranhamento.



    3.2 - População e amostra



              A população envolvida nesta pesquisa será composta por jogadoras do sexo feminino atuantes no segmento do futsal. A amostra utilizada será por 10 jogadoras de futsal.



    3.3 - Instrumento de coleta de dados



              O instrumento de coleta de dados será aplicado sob forma de um questionário com perguntas abertas e fechadas a ser validado.





     CAPÍTULO IV

    4. Apresentação dos resultados



    1) Quantos anos você tem?







    Como podemos observar, a idade das 10 meninas entrevistadas no clube River variam de 15 a 19 anos. Sendo, 4 (quatro) com a idade de 17 anos, 3 (três) com a idade de 18 anos, 2 (duas) possuem 19 anos e somente 1 (uma) entrevistada possui 15 anos. Concluímos assim que o futsal neste clube é composto por adolescentes e jovens.



    2) Há quanto tempo você pratica o futsal?                                               



     Dentre as entrevistadas, 7 (sete) ou seja, 70% das atletas  praticam o esporte há mais de 1 ano, variando de 1 ano há 6 (seis) anos sem interrupção. Os 30% restantes das entrevistadas jogam há menos de 1 ano, variando de 1 mês a 1 ano. Concluímos diante do questionário que as atletas mais velhas são as que jogam a mais tempo que as mais novas. Conseqüentemente as mais novas seguirão o mesmo caminho permanecendo assim por mais anos no clube e jogando futsal.


    3) Você ganha algo para jogar? 

    Nesta pergunta 80% das entrevistadas responderam que não ganham nada de ninguém incluindo clube, patrocínio e Federação. Os 20% restante que responderam que ganham algo para jogar estavam se referindo a ganhos de camisas chuteiras bolas, lanches. Porém podemos concluir que do clube elas não recebem nada, chuteiras e camisas são de pessoas da família que custeiam para que elas possam jogar.



    4) Você possui alguma renda extra? 

    Esta pergunta foi elaborada para saber se essas meninas além de jogar futsal, elas possuem algum trabalho ou atividade que lhes rendessem uma renda extra para as mesmas. O resultado foi que a maioria delas não trabalha, somente estudam e ajudam na casa. E 30% das entrevistadas trabalham em empregos como shopping. Porém dizem as mais novas que desejam trabalhar assim que completarem a maior idade porque só de jogar futsal não dá pra “viver”.  



    5) Em quantos clubes já jogou? 

             Nesta questão foi possível ser observado que a maioria das atletas somente jogou em um clube, ou seja, no River. Somente uma menina que corresponde a 10% disse ter jogado no Madureira e que competiu inúmeras vezes.


    6) Qual sua maior dificuldade como atleta?


    Esta pergunta foi a que mais as atletas se expressaram. Comentaram sobre suas insatisfações, indignações e necessidades. A maioria que corresponde há 50% dizem ter dificuldades com a infra-estrutura do clube que por sinal está péssima. Tacos soltos, falta de jogos de camisa e falta de organização de torneios e jogos entre bairros. Outros 30% dizem ter dificuldade financeira como dinheiro de passagem para ir aos treinos, alimentação que tem que ser reforçada até mesmo atendimentos médicos quando as mesmas se lesionam. Os 20 % restantes é o incentivo da família, pois enfrentam dificuldades no que diz respeito ao apoio familiar que as mesmas não têm. 

    7) Você já sofreu algum tipo de preconceito? Se sim, por parte de quem? 

    Na questão sobre o preconceito, verificamos que 60% das entrevistadas dizem ter sofrido preconceito por parte dos amigos, por ser um esporte violento e para homens das autoridades principalmente, pois ele não é reconhecido como o futsal masculino. E preconceitos da própria família. Os outros 40% disseram não ter nenhum tipo de problema relacionado com o preconceito. Após estes relatos é observável que há muito preconceito e o descaso para com o sexo feminino em relação ao futsal é grande, não existem campeonatos, ninguém que patrocine e lhes dê uma chance de mostrar seu potencial como atletas. 

    8) O que você pretende com o futsal? 

    Esta pergunta mostrou que mesmo com todas as dificuldades que as atletas enfrentam a maioria que corresponde há 80% possui a intenção de ser uma jogadora profissional, federada, jogar em grandes times até mesmo fora do Brasil elas relatam. Já a minoria que corresponde há 20 % das entrevistadas jogam pelo simples fato de se sentirem bem e fazerem o que gosta, ou seja, para elas jogar futsal é um lazer.



    9) Você tem alguma ajuda por parte do clube? Federação ou Confederação? 

    Esta questão de receber alguma ajuda foi unânime. 100% das entrevistadas disseram não receber ajuda do clube. Dizem pagar para jogar e que as mesmas custeiam com passagem alimentação entre outros.



    10) O que o Futsal significa para você?


    Concluímos com esta ultima pergunta que 70% pensam num futuro mais além, ou seja pensam em se profissionalizarem. Dizem que mudariam de estado ou país se fosse preciso para que fossem reconhecidas e ganhassem dinheiro com futsal e que é isso que elas pretendem com o futsal o “futuro”e uma carreira. Os 30 % restante jogam porque gostam por paixão comentam que o futsal significa arte, um sonho, algo de desestressa e acalma.



    CONCLUSÃO



    A presente pesquisa procurou mostrar as perspectivas e dificuldades das jogadoras de futsal do clube River, procurando observar os fatores que levam as mesmas a jogarem este esporte, mesmo com todo preconceito.

    Sendo assim, podemos afirmar que embora se tenha motivação por parte delas, sempre foi negada a mulher a prática de atividades físicas e principalmente quanto a pratica do futsal por razões de saúde que afetavam a sua feminilidade e por ser um esporte “violento”. No entanto, com a inserção da mulher no futsal se percebeu que ela pode praticar com grande destreza e acima de tudo cuidar de si mesma de forma saudável sem riscos quanto a sua fertilidade e feminilidade.

    Contudo, ainda verificamos com os resultados da pesquisa que ainda existem muitos preconceitos machistas que impedem ou levam ao abandono precoce de vários possíveis talentos esportivos.  Podemos concluir então que a eclosão feminina no futsal se deve ao seu incentivo desde criança, mesmo com as diferenças fisiológicas entre os sexos. As mulheres jogam hoje um futsal de arte que não se vê há anos, mostrando que a habilidade faz parte da cultura do povo brasileiro. Mas acima de tudo uma expressão de liberdade no esporte.





    REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS



    BRUHNS, H.T. Futebol, carnaval e capoeira: entre as gingas do corpo

    brasileiro. Campinas: Papirus, (2000).

    DARIDO, S. C. Educação física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, (2005)

    MELO R.S e MELO L.B.S. Ensinando futsal. Rio de Janeiro. Sprint, (2007)

    OLIVEIRA, J. O ensino dos jogos desportivos. 3a ed. Santa Maria da Feira: FCDEFUP,         (1998)
    NAVARRO, F. Pedagogia na escola. Rio de Janeiro, (1998)

    REIS, H. H. B. O ensino dos jogos esportivizados na escola. São Paulo, (2007)

    SANTANA, W. C. e REIS, H. H. B. Futsal feminino: perfil e implicações pedagógicas. Paraná, (2007).

    SIMÕES, R. (2003). Fenômeno esportivo e o terceiro milênio. Piracicaba: UNIMEP, (2003).

    SOUTO, D. Artigo: Futsal feminino. Tese de futsal feminino, (2000). Disponível em: (http://www.futsalbrasil.com.br/artigos/artigo.php). Acessado em 03 de junho de 2010

    TEIXEIRA J. Futebol de salão: uma nova visão pedagógica. 5 ed. Porto Alegre: Sagra, (2006)

    TORRES, N. Artigo: Futsal feminino “crescimento a galopes”. Goiás, (2006). Disponível em: (http://www.futsalbrasil.com.br/artigos/artigo.php). Acessado em 03 de junho de 2010.
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