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    A LUTA DE CORINTHIANS E SANTOS PELO TITULO DO BRASILEIRO FEMININO 2017

    Foto: LEANDRO MARTINS/ALLSPORTS
    Foram 19 partidas, 15 vitórias, um empate e somente três derrotas ao longo de todo o campeonato. Assim o Corinthians chegou até o último e decisivo jogo do Brasileiro Feminino Série A-1. Com a melhor campanha da Primeira Fase, o ataque mais efetivo e a defesa menos vazada, a equipe do técnico Arthur Elias deixou claro que iria brigar pelo título desde o início da competição.
    – O fator que nos levou a essa condição (melhor campanha) foi nosso pensamento de jogarmos sempre coletivamente com boa sincronia em todos os momentos dos jogos. Acho que a campanha e a consistência do time são mais convincentes do que analisar qualquer partida isolada da Primeira Fase – disse o comandante em entrevista ao site da CBF.
    No primeiro duelo do mata-mata do torneio, o Timão encontrou dificuldades diante do bom time da Ferroviária. Mas, com equilíbrio e as doses certas de experiência e juventude, o Alvinegro conseguiu uma vitória de virada por 2 a 1. Já no confronto de volta, a equipe venceu e convenceu: 4 a 0 Corinthians.
    – Para as quartas de final sabíamos que enfrentaríamos um time que tenta manter a posse de bola e é bastante técnico. No jogo em Araraquara, saímos perdendo depois de desperdiçarmos um pênalti e conseguimos virar com uma estratégia de manter sempre uma marcação alta e tirar a posse da Ferroviária. No jogo da volta as atletas foram fantásticas e vencemos merecidamente.
    "O momento de maior superação"
    O maior desafio corintiano veio nas Semifinais. Contra o Rio Preto, o Timão perdeu a primeira partida por 2 a 1 e foi para o jogo da volta precisando reverter o placar. Mas, atuando em casa, o Corinthians conseguiu a vitória por 1 a 0 e carimbou a vaga para final.
    – Sem dúvida o momento de maior superação foi contra o Rio Preto. Além do resultado negativo na primeira partida, o Rio Preto conseguiu se impor contra nós de uma maneira que nenhuma equipe conseguiu durante todos os nossos jogos. Mas, entre uma semifinal e outra tivemos uma semana para trabalhar e isso fez toda diferença. Em casa, jogamos muito bem, a estratégia foi bem realizada e as atletas tiveram muita garra e controle emocional, que eram duas coisas muito importantes para vencermos o jogo e nos classificarmos para a final.
    O ato final
    Mais uma vez precisando reverter o resultado, o Alvinegro tem uma carta na manga: a Arena Barueri. Como mandante, a equipe segue com 100% de aproveitamento – nove jogos e nove vitórias.
    – Nosso mando de campo tem feito a diferença. Vencemos todos os jogos em casa no campeonato porque as jogadoras se sentem bem jogando lá. Temos um ótimo gramado e uma atmosfera muito positiva que construímos ao longo do ano.
    A vitória do Santos por 2 a 0 na primeira partida da final não diminui a confiança do treinador corintiano, pelo contrário. Nessas condições, o título seria ainda mais especial.
    –Fizemos um grande campeonato e isso nos dá toda confiança para acreditarmos que podemos ser campeões. Depois do resultado da primeira partida, só podemos pensar que conquistar o título fará ser ainda mais merecido e inesquecível. Aproveitamos muito bem todos os dias de treinos e tenho a certeza que as jogadoras estão preparadas. Eu confio muito no que elas são capazes de fazer – declarou Arthur Elias.
    Técnico do Santos fala sobre final: "Pés no chão"
    O caminho do Santos até a grande decisão do Campeonato Brasileiro Feminino Série A-1 começou no dia 13 de março. Em plena Vila Belmiro, o Peixe estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Foz Cataratas. Desde então, foram 19 jogos disputados – com 15 triunfos, dois empates e duas derrotas. Destaque para os confrontos dentro da Vila, onde o time comandado por Caio Couto está invicto: oito vitórias e um empate.
    – A Vila é importante, primeiro pelo aspecto técnico, porque é um campo leve, que permite a equipe trabalhar com bastante habilidade e isso vai ao encontro da característica da nossa equipe. E, na reta final, teve o fator extracampo que foi a questão do torcedor, que abraçou a equipe e mostrou todo o carinho. Isso foi muito positivo – analisou Caio Couto, em entrevista ao site da CBF.
    A campanha do primeiro finalista da Série A-1 começou positiva desde a Primeira Fase. As Sereias da Vila avançaram na liderança do Grupo 2, com 34 pontos, em 14 jogos disputados. Para Caio Couto, esta etapa foi a mais complicada de ser disputada.
    – Foi uma fase bem difícil sem sombra de dúvida. Não teve nenhum jogo fácil. Já esperávamos isso ao ver a nossa chave, com times de muita tradição. Das oito equipes, colocamos que seis equipes brigariam pelas vagas. Então, em cima dessa análise, tínhamos a certeza que precisaríamos fazer nosso trabalho, de pontuar dentro de casa e buscar os pontos fora. Graças a Deus, conseguimos desenvolver esse trabalho, vencendo sete dentro de casa e conquistando pontos importantes fora – afirmou Caio.
    O caminho até a final continuou com boa apresentação na Segunda Fase, quando o Santos disputou o mata-mata com o Audax. No jogo de ida, na Vila, vitória por 3 a 0. Na volta, empate sem gols. Apesar da classificação garantida, Caio Couto admitiu que o empate no segundo confronto não foi o resultado esperado.
    – Fomos bem na ida, encaixamos um jogo bom. Voltamos tranquilos e conseguimos administrar o jogo na Vila, com uma partida muito boa. Mas, infelizmente não conseguimos a vitória. Buscamos muito, mas até destaco a atuação da goleira do Audax (Viviane), que foi eleita a melhor do jogo. Pensando na regra de melhor campanha para definir o mando de campo na final, analisamos que esse empate foi ruim uma vez que não conseguimos ficar com a final em casa – relembrou o treinador.
    “A fase mais marcante”
    A semifinal foi com dois jogos muito disputados entre Santos e Iranduba. Na ida, a Arena da Amazônia bateu recorde de público para apoiar o futebol feminino e o time da casa, com mais de 25 mil presentes. O Hulk da Amazônia saiu na frente, e o Peixe conseguiu a vitória por 2 a 1 de virada. O confronto de volta, na Vila Belmiro, também foi muito acirrado, com gol lá e cá, e as Sereias consagrando a vitória por 3 a 2 nos acréscimos finais.
    – Foi a fase mais marcante. Hoje ter a oportunidade de jogar em Manaus é muito gratificante, por ver a representatividade do futebol feminino no Estado. Não entramos pressionados, muito pelo contrário. Internamente trabalhamos com esse apoio ao time local de outra forma. Entramos motivados pela alegria de ver o apoio ao futebol feminino, mesmo sendo abordados na rua e ouvindo “aqui é Hulk”. Foi um jogo superdifícil e acho que fomos merecedores de conseguir o bom resultado no final. A torcida se empolgou mais e, na volta, compareceu em peso na Vila, foram mais de 7,5 mil pessoas. Novamente foi um jogo difícil, com a gente conseguindo a vitória nos minutos finais. Foi importante pela classificação, mas também foi bom para não frustrar o público que compareceu e pode ver seu time ganhando o jogo. A partir daí, os torcedores se motivaram ainda mais e lotaram de novo na final.
    Como o Santos chega para a final do Brasileirão?
    Mesmo com a vantagem por ter vencido o primeiro jogo por 2 a 0, Caio Couto garante que o Santos está com os pés no chão para o confronto decisivo desta quinta-feira (21).
    – Com total transparência, afirmo que estamos com os pés no chão. A decisão está totalmente em aberto. Apesar da nossa vitória na ida, sabemos toda a virtude do Corinthians. É dono da melhor campanha, teve o melhor desempenho na primeira fase. Sabemos que também fizemos a nossa parte, mas sempre trabalhamos com os pés no chão e vamos continuar assim. Isso não vai mudar, mesmo passando os primeiros 90 minutos da final. Acho que o Corinthians continua sendo o favorito, mas vamos entrar em busca de um bom jogo para conseguir o nosso título – finalizou Caio Couto.
    A grande decisão é nesta quinta-feira (20), às 18h, na Arena Barueri, em Barueri (SP).
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